Publicado em:
29/04/2024
Guia para Elaborar uma Boa Estratégia de Segurança em APIs
Listamos fontes confiáveis na internet que fornecem o olhar de especialistas desde os principais riscos até as melhores soluções para mitigá-los.
As APIs têm contribuído para a rápida evolução da digitalização dos mais diversos setores da economia. Espinha dorsal de muitas aplicações da web, móveis e estruturas de microsserviços, quando acompanhadas de uma estratégia de segurança eficiente, elas permitem que as empresas explorem novas tecnologias e modelos de negócios sem colocar seus dados em risco. Caso contrário, no entanto, representam um dos principais alvos dos hackers hoje em dia e podem facilitar grandes invasões, vazamento de dados, acessos não autorizados e interrupções de serviço. Por esse motivo, a segurança das APIs tem se tornado cada vez mais relevante na hora de uma empresa avançar nos projetos de integração. O "X" da questão é que esse ainda é considerado um ponto crítico para as empresas, uma vez que a segurança das APIs vai além das restrições de acesso e envolve protocolos rigorosos de autenticação, controles de autorização, criptografia de dados e auditorias regulares de segurança.
Para orientar executivos de TI e segurança em busca de estratégias de segurança de API em suas políticas de governança e gestão de riscos, listamos neste artigo três sites de referência em segurança cibernética capazes de orientar a formulação deste plano, desde a identificação das maiores ameaças até sugestões para a mitigação de riscos. Acompanhe!
Diante do aumento no número de ameaças de segurança relacionadas à API nos últimos anos, o Open Web Application Security Project (OWASP) – comunidade aberta dedicada a possibilitar que as organizações projetem, desenvolvam, adquiram, operem e mantenham software para aplicações seguras que possam ser confiáveis – lançou, em 2019, o API Security Top 10.
Ajudando a aumentar a conscientização sobre os problemas de segurança de API mais sérios que afetam as organizações, o principal objetivo do ranking é educar aqueles envolvidos no desenvolvimento e manutenção de APIs – como desenvolvedores, designers, arquitetos, gerentes ou organizações.
De lá para cá, porém, muita coisa mudou no cenário. Entre elas, o rápido aumento do tráfego, novos protocolos ganharam destaque, surgiram inúmeros novos fornecedores e soluções de segurança de API e, é claro, os atacantes desenvolveram novas habilidades e técnicas para comprometer APIs.
Assim, em 2023, foi lançada uma versão atualizada do ranking, que dá ênfase a temas considerados mais relevantes para o novo momento, como as falhas na validação de autorização de nível de propriedade de objeto e o consumo de recursos.
Além disso, propôs uma nova categoria, "Acesso não restrito a fluxos de negócios sensíveis", permitindo que o documento abordasse novas ameaças, inclusive aquelas que podem ser mitigadas usando limitação de taxa.
O novo ranking lança um olhar também para o que chama de "Consumo Inseguro de APIs", comportamento que, segundo o relatório, começa a se consolidar. "Os atacantes começaram a procurar pelos serviços integrados de um alvo para comprometê-los, em vez de atingir diretamente as APIs de seu alvo. Este é o momento certo para começar a criar conscientização sobre este risco crescente", justifica o documento oficial.
Clique aqui para verificar as dez principais ameaças de API identificadas pelo OWASP.
No canal da Azure, os profissionais da Microsoft listam uma série de recomendações para usar o Gerenciamento de API da companhia para mitigar as 10 principais ameaças de API identificadas pelo OWASP.
A empresa de tecnologia Akamai disponibiliza em seu site uma série de orientações voltadas aos gestores de segurança, assim como soluções para as dores da segurança de APIs, tema central deste artigo.
Além de listar aqueles que, na opinião de seus especialistas, são os 10 principais riscos de segurança de API contra os quais as empresas e as organizações devem se proteger, o site ressalta a importância da avaliação da segurança de uma API. "Para ter segurança de API completa, são necessárias avaliações regulares de vulnerabilidade e testes de penetração. Esses testes permitem que as empresas identifiquem e solucionem possíveis problemas de segurança de forma proativa, garantindo que a API permaneça segura, eficiente e confiável", justifica.
A avaliação é um processo importante que ajuda a manter a integridade, a confidencialidade e a disponibilidade da própria API e dos dados confidenciais processados por ela. Ela busca identificar possíveis vulnerabilidades, simular uma série de cenários de ataque e avaliar a robustez das medidas de segurança implementadas atualmente e, para isso, examina uma série de áreas e considera vários fatores-chave, como autenticação e autorização, criptografia, tratamento de erros, limitação da taxa, validação de entradas.
Além da avaliação recorrente, os especialistas recomendam a adoção do modelo Zero Trust, que opera partindo do pressuposto de que nenhuma solicitação deve ser confiável por padrão, independentemente de onde se origina, no plano de segurança de APIs.
Agora que você já sabe onde buscar informações de confiança para elaborar um plano de segurança em API, não se esqueça que é preciso investir tempo, recursos e estratégia contínua para obter resultados eficientes. O esforço, no entanto, vale a pena uma vez que não apenas protege contra violações de dados, como preserva a reputação da marca e a confiança de clientes e parceiros que interagem com as APIs!