Publicado em:
30/08/2023
A criação do termo “Open Innovation” (Inovação aberta) pelo professor Henry Chesbrough, da Universidade de Berkeley, redefiniu o tradicional modelo de gestão da inovação no mundo corporativo praticado pelas empresas durante o século XX.
À época pré-globalização, o conhecimento era muito centralizado e o mercado não era hiperconectado, portanto, a inovação representava a dinâmica adotada por empresas responsáveis por todo surgimento das ideias, desenvolvimento interno exclusivo de tecnologias e soluções, e sua aplicação no mercado, ou seja, uma atuação isolada e, portanto, fechada.
Inovação Fechada vs. Inovação Aberta
O conceito de Chesbrough de “aberto” refere-se à abertura do processo de inovação de uma empresa. Ele defende que as organizações precisam olhar para fora em busca de novos caminhos para geração de inovação ao invés de depender inteiramente de seus departamentos de P&D.
Inovação Aberta é o processo através do qual uma empresa vai além de suas fronteiras internas para colaborar com outras organizações, instituições acadêmicas, startups e até mesmo indivíduos, com o objetivo de desenvolver de novas soluções, melhorar seus produtos, prover melhores serviços para seus clientes, aumentar a eficiência, reforçar o valor agregado e reduzir custos e ineficiência operacional.
No entanto, a transição de um modelo fechado para um aberto não é apenas uma mudança técnica, mas uma transformação cultural. E é aqui que muitas empresas falham, ou melhor, afundam.
Vamos explorar as razões fundamentais por trás desses resultados contrastantes da Inovação Aberta:
As armadilhas da Inovação Aberta:
Medo da Vulnerabilidade
O medo de perder o controle é um dos maiores obstáculos no modelo de inovação aberta. Isso ocorre porque algumas empresas relutam em compartilhar seus problemas e desafios, com medo de expor suas vulnerabilidades. Esta mentalidade cria uma barreira quase intransponível à inovação, pois ignora um princípio básico: a inovação acontece no compartilhamento e na colaboração.
O sucesso em modelos de Inovação Aberta frequentemente exige uma abordagem mais flexível, sem deixar de implementar estruturas e acordos legais que possam proteger os interesses de todas as partes envolvidas.
Falta de Alinhamento Estratégico
Adotar a inovação aberta sem alinhá-la aos objetivos estratégicos da empresa é uma receita para o fracasso. O risco? Projetos que nunca saem do papel ou, ainda pior, iniciativas que drenam recursos sem retornar valor. As empresas bem-sucedidas, por outro lado, têm uma visão clara de como a inovação aberta se encaixa em seus objetivos gerais de negócios e têm métricas para avaliar o retorno do investimento.
Comunicação Ineficaz
Outro erro crítico é a falta de comunicação clara e eficaz entre as partes envolvidas. Quando não há um entendimento mútuo dos objetivos, cronogramas e métricas de sucesso, o projeto tem grande probabilidade de fracassar.
Cultura Organizacional Resistente
A resistência interna à mudança pode ser o maior inimigo da inovação aberta. Se a cultura da empresa não é receptiva à colaboração e à tomada de riscos, mesmo os melhores planos de inovação aberta podem se desintegrar rapidamente. Gestores de empresas estabelecidas precisam aumentar sua amplitude de cooperação, uma vez que podem se beneficiar de um conhecimento mais diversificado em suas atividades e aprimorar o desempenho em inovação.
Foco na Hierarquia vs. Fluxo de Ideias Livre
Empresas com estruturas hierárquicas tradicionais frequentemente limitam a inovação aberta. Quando as ideias se movem apenas de cima para baixo, a agilidade para implementar inovações se dissipa. Isso contrasta com organizações que promovem um fluxo livre de ideias e interações abertas entre diferentes níveis e departamentos.
Falta de Comprometimento
Imagine um time esportivo onde apenas alguns jogadores estão dando o seu melhor. Não importa quão talentoso seja o restante do time, o desempenho geral será prejudicado. Da mesma forma, quando uma ou ambas as partes em uma parceria de inovação aberta não estão plenamente comprometidas, o projeto inteiro corre o risco de falhar. Empresas que entram em parcerias de inovação aberta de forma casual, sem investir tempo e recursos, estão condenadas ao fracasso.
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