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28/06/2024

11 lições sobre como a IA está transformando o mundo das startups

Esta semana, o Insper promoveu uma Masterclass com foco nas transformações que a Inteligência Artificial (IA) está trazendo para o universo das startups. O evento contou com a participação de João Pedro Brasileiro, CEO da Innovation Latam; Martha Gabriel, keynote speaker internacional e autora do best-seller "Zero Metaverso"; e Rodrigo Amantea, professor de estratégia e inovação no Insper. A mediação foi conduzida por Tadeu da Ponte, professor e coordenador do Insper.


Acompanhe no nosso resumo os principais pontos do evento virtual!


1 - Aceleração das transformações tecnológicas


A discussão começou com a observação do mediador de que a IA já vem transformando o ambiente corporativo e de inovação há algum tempo, mas a sensação é de que a velocidade dessas mudanças aumentou significativamente. Martha Gabriel confirmou a percepção, afirmando que a aceleração tecnológica é real e intensificada pelo poder crescente das novas tecnologias. "Estamos em uma curva exponencial de mudanças", disse, destacando que as inovações estão se acumulando e atingindo uma massa crítica, acelerando ainda mais o ritmo das transformações.


2 - Impacto na criação de startups


João Pedro Brasileiro destacou como a IA está influenciando a criação de novas empresas. Ele observou que a velocidade de desenvolvimento de startups aumentou devido às ferramentas de low-code e no-code, que permitem a qualquer pessoa lançar um MVP (Minimum Viable Product) em um curto espaço de tempo. "Hoje, qualquer um com uma visão de negócio e um pouco de conhecimento em tecnologia pode lançar um produto no mercado em 15 dias ou menos", afirmou.


3 - Dados e inteligência artificial


Martha Gabriel ressaltou a importância dos dados na IA, afirmando que "não há inteligência sem dados, seja humana ou artificial". Ela mencionou que a qualidade e a segurança dos dados são fundamentais para o desenvolvimento eficaz da IA. Além disso, destacou a mudança no valor da cadeia produtiva, que está se deslocando do produto final para o início da cadeia, como os prompts utilizados para treinar a IA. 


4 - Desafios e oportunidades para startups


Rodrigo Amantea discutiu a necessidade de uma abordagem estratégica ao usar IA nas startups e mencionou que elas devem focar em resolver problemas específicos de maneira eficaz para se destacarem. "Toda empresa será uma empresa de tecnologia que faz algo", afirmou Martha, enfatizando que a IA será um componente essencial em todas as empresas no futuro.


5 - Estratégias de go-to-market


João Pedro também destacou a importância das estratégias de go-to-market, afirmando que a tecnologia está se nivelando e que o diferencial agora está na execução das estratégias comerciais e de marketing. "Construir um ecossistema de usuários ou clientes engajados será um diferencial competitivo crucial", disse ele.


6 - Produtividade e disrupção


Entre outros pontos, Martha Gabriel falou sobre como a IA pode melhorar a produtividade não apenas através da automação de processos, mas também por meio da disrupção. Ela mencionou que a IA pode transformar sistemas complexos em soluções mais simples e eficientes, aumentando a qualidade e a eficiência dos processos empresariais.


7 - Parcerias de Inovação Aberta


O mediador destacou a oportunidade das startups em se tornarem parceiras de inovação aberta para grandes empresas e ressaltou o debate interno nas empresas sobre quando comprar soluções externas, desenvolver com parceiros ou internamente. “Startups buscam parcerias com grandes empresas para ganhar visibilidade e aumentar faturamento, enquanto empresas ponderam a melhor abordagem estratégica”, observou, questionando os convidados. 


João Pedro Brasileiro discutiu a importância de uma matriz estratégica ao definir o uso de IA nas empresas. “Se a IA for estratégica e a empresa tiver conhecimento técnico, o desenvolvimento deve ser interno. Caso contrário, a empresa deve buscar parcerias ou contratar soluções externas. Compliance e segurança de dados são desafios críticos para grandes empresas ao implementar IA”, ressaltou.


8 - Evolução das Habilidades Técnicas


Martha Gabriel destacou que as habilidades técnicas nas empresas evoluem com o tempo, necessitando de reavaliações contínuas. Ela enfatizou a importância de automatização para reduzir custos, melhorar precisão e acesso. Ao mesmo tempo, ressaltou que a IA exige que as empresas sejam mais estratégicas, promovendo um nível mais complexo de soluções e melhorando as capacidades humanas.


9 - O Futuro dos Recursos Humanos e IA


Nesse cenário, o mediador questionou o papel futuro dos recursos humanos (RH) frente à integração da IA. Martha Gabriel argumentou que a IA automatizará muitas funções, tornando os órgãos mais estratégicos e elevando o nível de complexidade das soluções. Ela acredita que a IA será uma grande assistente do RH, promovendo upskilling e reskilling constantes.


10 - Contextualização e Metacognição


Martha Gabriel e o mediador discutiram a importância de entender o contexto local e desenvolver competências para utilizar a IA de maneira eficaz. Eles destacaram a necessidade de treinar as pessoas em metacognição para melhorar a formulação de perguntas e atingir objetivos. Rodrigo Amantea acrescentou que criar ferramentas tecnológicas complexas pode levar à obsolescência, destacando a importância de soluções acessíveis e educacionais.


11 - Desigualdade de Acesso e Educação


Martha Gabriel alertou sobre o problema da desigualdade de acesso à IA e à educação necessária para utilizá-la e lembrou que a falta de acesso pode aumentar o gap entre diferentes grupos, ao invés de diminuí-lo. “A busca por soluções acessíveis e educativas é essencial para evitar essa disparidade”, afirmou.


O evento foi concluído com os participantes discutindo o futuro das startups e a integração da IA. João Pedro aconselhou as startups a estudarem prompt, modelos e dados para resolver problemas empresariais de maneira eficaz. Rodrigo Amantea enfatizou a importância da IA na fase de descoberta do cliente e na validação de mercado, aconselhando startups a utilizarem a IA para ganhar vantagem competitiva.


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