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26/07/2024

Resultado do uso da IA nas organizações depende de estratégia

Desde que revelou sua versão "generativa" em 2022, a inteligência artificial está redefinindo estratégias e operações organizacionais. Sua adoção é crescente e já engloba organizações de todos os tamanhos. No ambiente corporativo, por exemplo, um recente estudo global da Freshworks revelou que 72% dos trabalhadores mundiais confiam que a IA traz valor para os negócios.


O mesmo levantamento revela que o uso de inteligência artificial no trabalho pode fazer uma pessoa economizar até 3 horas e 47 minutos em uma semana típica de trabalho em uma jornada de oito horas diárias. O dado justifica por que a eficiência é uma das promessas da IA generativa mais almejadas pelas organizações. E para atingir esse objetivo, a tecnologia tem sido usada para automatizar processos complexos, analisar grandes volumes de dados e oferecer percepções preditivas, entre outras atribuições.


Para nós, não há dúvidas de que essa união é realmente benéfica. O que queremos destacar, porém, é outro dado do levantamento – talvez mais importante e, definitivamente, mais alarmante: um terço dos trabalhadores entrevistados (37%) afirmaram que as organizações adotam softwares de IA devido ao medo de perder o próximo grande sucesso ou para evitar perder inovações que os concorrentes poderiam obter com a IA antes deles.


O "X" da questão é que essa não deve ser a principal motivação das corporações para a adoção da tecnologia. A possibilidade de obter Retorno sobre o Investimento (ROI) é sim a grande motivação dos gestores.


Para alcançar esse resultado, porém, as organizações ainda enfrentam desafios na implementação da IA, que vão muito além da questão da segurança dos dados. "Além da segurança, os desafios estão muito associados à qualidade dos dados, infraestrutura, cultura organizacional, priorização de projetos e capacitação de talentos", ressalta João Pedro Brasileiro, fundador e CEO da Innovation Latam.


Ele destaca que para superar esses obstáculos é preciso uma abordagem estratégica e acessível para que todos possam compreendê-la e aplicá-la.


Limites


Outra preocupação que deve estar no radar das organizações diz respeito à reputação. E, nesse sentido, embora tecnologicamente seja inviável garantir o controle e monitoramento do uso da IA, estabelecer regras internas para sua exploração é crucial – especialmente em um cenário no qual ainda não existe uma regulação do país sobre o tema.


A recomendação é que as empresas estabeleçam suas próprias políticas de IA consistentes. Conhecidas como "AI policy", essas orientações devem contemplar diretrizes éticas para o uso da tecnologia e garantir sua conformidade com as normas da empresa.


Como exemplo, podemos citar a necessidade de estabelecer claramente os tipos de inteligência artificial permitidos na organização, proibir aplicativos específicos e definir quais informações podem ser compartilhadas com terceiros, sendo este último ponto crucial em sua gestão.


"Esse tipo de cuidado não apenas ajuda a estruturar sua implementação para atingir os resultados de eficiência almejados, como fortalece a confiança com clientes e investidores", ressalta Brasileiro.


Essas são apenas algumas das questões a serem superadas pelos gestores organizacionais para que possam se beneficiar efetivamente da IA. Se você deseja aprofundar-se nas soluções para essas questões, em 15 de agosto a Innovation Latam e a Tivit Labs realizarão um workshop presencial e gratuito para discutir "Como identificar oportunidades para aplicar IA dentro da organização". Para saber todos os detalhes e reservar seu lugar, clique aqui.